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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Espaço Sólido

O amigo Jerônimo de Souza (o JSouza, que escreveu diversos artigos pra cá) postou no grupo que leva o nome deste blog (lá no Facebook) um vídeo contendo um álbum completo de tecno minimalista climático, que nunca escutei antes. Foi bem difícil de achar informações e alguma foto de tal grupo tão obscuro. Encontrei poucas coisas, mas...

Solid Space era uma dupla britânica formada em Londres e em 1980. 2 anos depois, lançou seu único álbum, Space Museum. Pra estas músicas, contaram com a participação do musico Jon Winegum.
Um de seus integrantes (Matthew Vosburgh) trabalhou em outros grupos: Exhibit A e Twelve Cubic Feet.
Dissolveu-se em 1984.

Integrantes: Matthew "Matrices" Vosburgh (vocal) e Dan Goldstein (teclados)

As músicas, que só foram lançadas em vinil e fita K7, são curiosas. Pelo que li, tiveram influências de ficção científica. Nota-se pela capa, cuja foto parece tirada de um jornal antigo. Tem uma sonoridade que me faz lembrar de Kraftwerk e New Order.

Faixas: 1.Afghan Dance/ 2.Spectrum is Green/ 3.Destination Moon/ 4.The Guests/ 5.New Statue ("Morning Song")/ 6.A Darkness in My Soul/ 7.Radio France/ 8.Tenth Planet/ 9.Earthshock/ 10.Contemplation/ 11.Please Don't Fade Away

Gravadora(s): selo In Phaze Records (1982)

Fontes: laurentpons.com, discogs.com, lasfm.com e Youtube

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Música pela Vida (Atrasadíssimo, Meeeeeessmooooo!!!)... em Slideshow

22/12/13: Ocorreu um evento de arrecadação em prol de crianças carentes, na Usina do Gasômetro (Porto Alegre-RS). A entrada foi gratuita e pra quem quisesse, que doasse um brinquedo. Em levei. Meu amigo Rogério "Dédis" de Souza também levou... e leu todo o meu livro (ultra legal) de tiras do Valente, lá mesmo!

Fui convidado por Ceroni "Gaúcho Negro" Cunha a expor meus materiais. Também apareceram Denilson "Quadrante Sul" Reis e Jerônimo "Prefiro Linkedin" de Souza, que levou o "boneco" vodu... digo, "rascunho de seu vindouro bagu... digo, livro.
Querem ver imagens? Assistam a mais esta montagem, com todas as fotos que tirei:

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Uma Breve Cronologia do Século XXI, por JSouza

Começamos o ano 2000 com uma grande expectativa: como seria um filme dos X-Men. Bom, não foi exatamente o que esperávamos, mas o Gladiador, este sim, foi um grande épico!
No ano seguinte, assistimos mais um filme de ação da Van Damme: Replicante (não lembro se chegou a passar no cinema). Também rolou muita ação e violência no anime Hellsing! 2001 foi um ano infernal, pois também lançaram Do Inferno.
Só voltaríamos a ver bons filmes em 2004, com Anjos da Noite: uma versão cinematográfica do RPG Vampire e Prólogo do Céu, uma nova aventura dos Cavaleiros do Zodíaco. Até o Alice in Chains lançou o seu DVD.
Em 2005, uma surpresa vem de Hong Kong: Racha- Velocidade Sem Limite, baseado num mangá pouco conhecido. No mesmo ano, Luc Besson lança o excelente Império dos Lobos, com o narigudo Jean Reno.

A porrada também comeu solta em 2006, com Ghost Files. Choramos com The Early Life of a Legend e sorrimos com Garfield II.
Chegamos a 2007 com Efeito Dominó, revelando o grande ator de filmes de ação: Jason Statham!
2008 é um ano dedicado aos quadrinhos, com Hellboy II e Homem de Ferro.
Mas 2009 traz o excelente Solomon Kane- O Caçador de Demônios, do mesmo autor de Conan- O Bárbaro.
Em 2010, a porrada come: Stallone reúne todos os heróis de ação juntos no filme Os Mercenários, que foi um sucesso absoluto.
2011 foi um ano terrível, especialmente para mim, que enfrentei um divórcio litigioso e Jason Statham que virou um Assassino a Preço Fixo!
Mas em 2012, voltamos com a franquia Fúria de Titãs, mais voltada para adolescentes e o CD Best Hits Collection, voltado para os veinhos! E para os nerds: Aprenda a Desenhar com a Família Falcote!
Para 2014, a grande esperança é Mad Max IV, apesar de que alguns nerds apostam em Batman contra Superman (com ou sem Ben Affleck).

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Uma Breve Cronologia dos Anos 90, por JSouza

A década de 90 começa tensa: Vingança, onde Kevin Costner apanha como um cachorro.
No ano seguinte, 1991, o Pearl Jam lança Ten e a imprensa babaca inventa o termo grunge.
Em 1992 os Smiths lançam Best e Morrissey, o vegetariano, parte para a carreira solo.
 Mas haviam outros grupos góticos: em 1993, o Type O Negative lança o ótimo Bloody Kisses.
 Em 1994, o desconhecido Tarantino lança Pulp Fiction, enquanto o famoso Van Damme estréia Timecop. No lado do Hardcore, o Sick of It All lançava Scratch the Surface.
No ano seguinte, mais duas porradas HC: King for a Day e All Ages. E uma cantora canadense lançava o CD e o DVD de Jagged Little Pill. Mas os rappers estavam felizes, afinal havia um filme chamado Os Bad Boys. E os otakus estavam ouvindo Members of Manga. Porém, Christopher Lambert estava Marcado para Morrer.
Em 1996, os Vampiros tinham Sede pela Verdade. Bruce Willis enfrentava Os 12 Macacos. O Legends of Metal homenageava o Judas Priest e o Raimundos comprava sua Cesta Básica. Mas como o Jamiroquai conseguia Traveling without Moving? Ora, melhor ver o acústico do Alice in Chains.
O que houve em 1997? O Grupo Visuart acabou!
Em 1998, Van Damme vai para o passado, ser um Legionário. E Edward Norton conhece a Outra História Americana.
No ano seguinte, James Spader (musculoso) estréia Supernova, enquanto a sensual Shania Twain grava seu DVD Live in Dallas. No Brasil, o Tron afirma que Cyberpunk's not Dead.

 Previsões para o século XXI? Funks, rolezinhos e muita coisa ruim vai rolar.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Uma Breve Cronologia dos Anos 80, por JSouza


1980 começa com o nascimento do primeiro filhote do Rocket to Russia, um petardo chamado Ace of Spades.
            Em 1981, a aventura policial Mad Max transforma- se numa FC futurista chamada Mad Max II, com o mesmo ator.
            Mas foi em 1982 que foi lançada a obra-prima dos anos 80: Blade Runner, bem como o melhor disco do DD: Rio.
            No ano seguinte (1983), a dupla Eurythmics lança Sweet Dreams, enquanto a molecada se divertia com Inspetor Bugiganga.
            Em 1984, as crianças foram ao cinema assistir A História sem Fim, enquanto os barbados foram no show dos Smiths, Live in London.
            Os mesmos Smiths iriam lançar um LP em 1985, chamado The Queen is Dead. E o ator de Blade Runner (Rutger Hauer) voltaria em Ladyhawke- O Feitiço de Áquila.
            Mas a década explode em 1986, com inúmeros lançamentos no cinema e musicais. Quem não se lembra de Curtindo a Vida Adoidado, Veia de Campeão, Highlander, Veludo Azul ou De Volta para o Futuro? E quem não dançou com os hits de Staring at the Sea e Disco?
            Em 1987, a grana e a criatividade parecem ter acabado. Destaque para o excelente filme Manequim e o LP essencial Cabeça Dinossauro, dos Titãs.
            No ano em que eu fui para Sampa, 1988, os otakus estavam assistindo Vampire Princess.
            Em 1989, surgia o polêmico Sexo, Mentiras & Videotape. E finalmente, lançaram a trilha do Blade Runner. O sucesso da música Gospel se chamava First Call. A década se encerrava com um lançamento brazuca: Zé, do Biquini Cavadão.

           
  Previsões para os anos 90? Muito Kevin Costner, muito “grunge” e o fim dos Smiths.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Uma Breve Cronologia dos Anos 70, por JSouza


Depois de uma década muito boa, surgiram os anos setenta, marcados pela alienação e pelo protesto. 
Em 1966, ano em que eu nasci, havia surgido um gênio chamado Irwin Allen. Assim, temos que começar essa cronologia com Túnel do Tempo, lançado em 1970. Mas, se os americanos investiam na FC, os italianos estavam investido no faroeste com Trinity é Meu Nome.
            Talvez, o sucesso dos spaghetti western tenha inspirado os americanos a lançar Chaparral, no ano seguinte. A série deu tão certo que gerou muitas séries no mesmo estilo.
            Um certo Marlon Brando, ator de faroeste, foi o protagonista de O Último Tango em Paris, em 1972. A cena da manteiga não combinava muito com o show que estava acontecendo: Carpenters- Live in Japan!
            No ano seguinte, a Disney lança um dos melhores desenhos animados: Robin Hood. E o faroeste Bonanza tem o seu primeiro crossover com O Vingador. Abba detona nos palcos americanos. E na Europa, o grande sucesso é uma ópera chamada Tristão e Isolda.
            Os anos de 1974 e 1975 foram inúteis em termos de cinema e música. Até que chega 1976, com uma porrada chamada Taxi Driver. Na Itália, também surge um faroeste hiper-violento chamado Keoma. Mas, se você queria algo mais leve, poderia assistir As Panteras na televisão.
            Em 1977, John Travolta é o protagonista de Os Embalos de Sábado a Noite e os Ramones lançam Rocket to Russia.
            Mais um ano sinistro (1978)... e chega 1979 para dizer como serão os anos 80: Alien- O Oitavo Passageiro e Mad Max. E outro filme meio hippie e meio punk: Calígula!

            Assim, fazemos uma previsão para a década seguinte: muito Punk Rock, muito cyberpunk e muitas andróides sensuais.

terça-feira, 13 de março de 2012

Novo Artigo, por JSouza

Lembram quando Porto Alegre era o último lugar das bandas, quando só havia o Gigantinho para elas tocarem e raramente vinha um The Cure ou Echo & The Bunnymen (acima) ou The Ramones?


Os anos passaram e surgiram o Opinião, o Bourbon, o Pepsi on Stage (eca!) e o longínquo Teatro do SESI. As bandas pipocaram e começaram a tocar primeiro em Porto Alegre...
Aí, vieram os Duran Duran, nós compramos os ingressos e eles desistiram de Porto Alegre. Segue-se a maratona para conseguir a devolução do dinheiro e a depressão total.
Agora: voltamos da praia e vimos os cartazes do Sisters of Mercy, fomos comprar os bilhetes e, novamente, a decepção: Sisters não vem para Porto Alegre. Apenas Sampa e Rio.
Como se não bastasse, p&##@ (!)... o senhor Morrissey vai para Sampa, Rio e BH fazer uma série de shows memoráveis com direito a ofensas a monarquia inglesa e muito mais.
Dirá o professor Denilson: “Mas não faz mal. Roger Waters vem pra Porto desde que você pague a bagatela de R$ 240, 00 (coisa que eu nunca faria, obviamente... )”.

Enfim, Porto Alegre “morreu” e as nossas alternativas são ouvir CDs ou pegar 14.000 pontos do cartão fidelidade e ir ver os shows em Sampa, Rio ou, até mesmo, Belo Horizonte.
Eu, sinceramente, prefiro comprar mais CDs e viajar para o Nordeste, rezando para que as produtoras gaúchas voltem aos bons tempos e tragam pelo menos uma banda por ano.
O teatro do Bourbon Country, apesar de ser na Zona Norte, é um local excelente para shows, com um belo mezanino e cadeiras muito confortáveis, além de espaço para dançar.
É certo que uma banda alternativa, como Erasure, Laibach ou Lacrimosa não teria como se apresentar no Gigantinho por não ter público suficiente com poder aquisitivo.
Esta crônica marca o retorno de Jerônimo de Souza (JSouza), um "punk new wave". Bem-vindo de volta, "véio"!

Edição e fotos especialmente selecionadas por Flash ANDF.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Corsário do Rei- O Musical, por JSouza

Alguns anos depois, havia conseguido um emprego. Bom, não era bem um emprego normal, mas era um emprego. Trampava de zumbi no Túnel do Terror. Minha função era levantar do caixão e meter uma pá na cabeça dos clientes. Foi aí que conheci outros monstros, aliás, atores profissionais. Henrique, que era o Drácula e Rosângela, que era a Louca. Essa última tinha uma beleza impressionante, mesmo maquiada. Enfim, um dia inalei muita fumaça e desmaiei. O patrão filho da puta me demitiu.
          Passaram-se os meses e algo me chamou a atenção, não sei se foi um anúncio ou um telefonema de Rosângela. O fato é que havia uma vaga no elenco de O Corsário do Rei, do Chico Buarque de Holanda.

Resolvi fazer um teste, mesmo sabendo que as minhas chances eram escassas.
Tratava-se de um musical, portanto, haveria um teste vocal e de interpretação. O diretor era Ernani Poeta, um tipo magro e muito alto. Obviamente, o teste de canto foi um fracasso. Mas, eu consegui um papel. Uma pontinha? Não... Simplesmente o antagonista da peça: o Capitão dos Piratas.
          E lá estavam meus antigos companheiros do Túnel e outros atores bem jovens. O Corsário do Rei era um skatista playboy e a mocinha era uma loira bem atraente. Ensaiamos durante três meses. Antes de cada ensaio, havia um relaxamento. Podia-se fazer qualquer coisa, desde que ficasse de olhos fechados. Um dia alguém me beijou. Era Rosângela. Depois do ensaio, perguntei qual o motivo: ela disse que era um beijo técnico e nada mais. Estava apaixonado.
No começo não entendia nada das letras de Chico Buarque de Holanda, mas ao poucos fui compreendo cada cena e me emocionava sempre.
E, assim, fui me soltando e interpretando cada vez melhor. Até minha voz melhorou. Aquele musical era uma obra de arte.
          Havia muita diversão naquela peça: as cenas no boteco onde as prostitutas sentavam no colo dos piratas eram ótimas. Depois do ensaio, íamos para o centro beber e cantar sambas de Elis Regina. Rosângela voltava para os seus filhos e me ignorava. Passei a encarnar o personagem e realmente me apaixonei pela mocinha. No bar, ela estava beijando um dos bailarinos da peça: um negro de olhos azuis. Não esquentei, pois o cara era meu amigo. Voltei a sair com Rosângela e me declarei, em frente à CCMQ (Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre).
Ela disse que também gostava de mim, mas eu não tinha condições de sustentar os seus filhos. Acho que eu morri ali, no meio da Andradas.
          A peça ia estrear, mas faltavam os figurinos, que seriam doados por uma escola de samba. Ernani disse que não tinha rolado e deveríamos "improvisar".
Aí, houve um racha: metade do elenco aceitou numa boa e a outra se empeceu. Como meus amigos estavam na segunda metade, eu fiquei com eles.
Mas, o caro diretor nos demitiu todos. O musical estreou com Ernani fazendo o meu papel. Estávamos na primeira fila. Eu resolvi tomar uma atitude: processá-lo. Todos os meus amigos foram contra, pois, "atores não processam diretores". Ernani me ligou e disse que aquilo iria prejudicar seu processo de adoção.
Fizemos um acordo e acabamos tomando uma cervejinha na André da Rocha.
Nunca mais procurei Rosângela e nunca mais entrei num teatro.

Este foi mais um surpreendente relato do cultural e bizarramente erudito Jerônimo de Souza.

Edição, fotos e destaques em negrito: eu mesmo, ué! (ANDF)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

ROTA SONORA- Há 1 Ano no Ar

Aproveitando que amanhã, este blog metido a crítico de música comemora sua existência no ciberespaço, iniciarei com um novo texto (que recebi e editei) do "Duranimaníaco" Jerônimo de Souza.
E vejam só... por uma bizarra coincidência, tem uma inacreditável ligação com a última postagem (de 2011)!
Apreciem...

"DD, por JSouza

Voltemos alguns anos no tempo.

Eu estava no Rio de Janeiro, mais precisamente no Bairro de Copacana. Meu pai havia alugado um apart-hotel. Uma boa oportunidade para conhecer o meu "pen-pal" Wallace Viana. Almoço no apartamento do tio Cesário, coronel do exército e um dos homens mais ricos do RJ. Fui dar um role, entrei num túnel e sai em Botafogo. Estava perdido.
No final da tarde, consegui voltar. Chegaram duas primas do RS e ficaram no mesmo apê. Convidei- as para ir ao cinema comigo e meu irmão. Eram gêmeas. Fomos ver 007 na Mira dos Assassinos, com Roger Moore. O filme era espetacular e a trilha era de… Duran Duran! Pintou um clima romântico, mas fiquei na minha. Fui até uma loja de discos e comprei uma bolacha de A View to a Kill (um compacto).
No apê, abri as cortinas e vi que os cariocas adoravam transar de janela aberta. Meus velhos dormiram. Ficamos trovando as garotas, mas eu dispensei meu irmão e uma delas. Já no embalo de Duran Duran, tomei coragem e cantei a minha prima. Ela sorriu, mas preferiu ir para o seu quarto. Fiquei sonhando com Grace Jones ("atriz e cantora, que participou do filme").
No dia seguinte, o pai delas (piloto da VARIG) veio buscá- las. Alguns anos depois, eu iria conseguir o meu desejo.
O importante era ter comprando aquela bolacha."

Até o final deste mês, publicarei (talvez...) seleções especiais de "aniver". Ao menos, vou tentar... Hehe!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Pra Fechar Este Ano... Seleção ANDF 1

Desta vez, não se trata de uma coletânea lançada por alguma gravadora. Não, mesmo!
Este é um apanhado de músicas achadas por este simples comentarista blogueiro.
A ideia de montar e expor uma lista de músicas aqui, "martelava" minha mente há meses.
E veio com tudo após, um dia antes da véspera deste último Natal, quando fui, escutando meu iPod (MP4), ao bairro comercial Centro (Porto Alegre-RS) pra comprar uma camiseta, aturando aquele "formigueiro humano" e conversar com (o colunista colaborador deste blog) JSouza. Além de (também) vender fanzines e trocar presentes com o mesmo.
Isto pode até originar uma nova coluna. E vou começar com uma ficha e uma seleção do...
Duran Duran

Banda inglesa surgida em Birminghan (1978), sendo uma das mais marcantes e influentes no movimento new wave/new  romantic dos anos 1980. Seu nome foi inspirado no vilão e cientista louco Dr. Durand Durand (Milo O'Shea), do filme (baseado em quadrinhos) Barbarella (1968... aquele com a Jane Fonda).
Eram (e ainda são) ousados em alguns de seus videoclipes pela presença de modelos (mulheres, tá?!). Seu mais recente álbum (All You Need is Now), saiu em 2010.

Integrantes: Simon Le Bon (vocal), Nick Rhodes (teclados), John Taylor (baixo e guitarra) e Roger Taylor (bateria)

Ex-integrantes: Andy Taylor (guitarra), Stephen Duffy (vocal), Sterling Campbell (bateria) e Warren Cuccurullo (baixo)

Nomes das músicas em ordem alfabética e de onde são: A Matter of Feeling (Notorious, 1986)/ A View to We Kill (single e música-tema do filme 007- Na Mira dos Assassinos, de 1985) / Come Undone (Duran Duran ou The Wedding Album, 1993)/ Electric Barbarella (Medazzaland, 1997)/ Falling Down (Red Carpet Massacre, 2007)/ Girls on Film (Duran Duran, 1981)/ Hungry Like a Wolf (Rio, 1982)/ Is There Something I Should Know (single de 1983)/ Lay Lady Lay (cover de Bob Dylan), de Thank You (1995)/ My Own Way (Rio, 1982)/ New Moon on Monday (Seven and the Ragged Tiger, 1983)/ Notorious (Notorious, 1986)/ Ordinary World (Duran Duran ou The Wedding Album, 1993)/ Perfect Day (cover de Lou Reed), de Thank You (1995)/ Planet Earth (Single Version, de Duran Duran, 1981)/ Rio (Rio, 1982)/ Save a Prayer (Single Version) e Save a Prayer (Rio, 1982) / The Chauffeur (Rio, 1982)/ The Reflex (Seven and the Ragged Tiger, 1983)/ The Wild Boys (único single de estúdio lançado no disco ao vivo Arena, de 1984) / Too Late Marlene (Big Thing, 1988)/ Union of The Snake (Seven and the Ragged Tiger, 1983)/ Violence of Summer (Love's Taking over), de Liberty (1990)/ What Happens Tomorrow (Astronaut, 2004) 

Quero dedicar este clipe ao meu colaborador JSouza:

E este, ao meu pai:

FELIZ ANO NOVO!!!



Fontes: Wikipédia (Brasil e EUA), Youtube

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

1988: A Chegada na Metrópole, por JSouza

Após me formar em Publicidade, decidi ir para Sampa.
Por volta de agosto, rumei para um apartamento no bairro Aclimação. Lá moravam alguns amigos do velho. Havia três garotos: Alexandre, Flávio e Vini. Era um edifício chique (hoje está um bagaço) com piscina e salão de festas.
Havia também uma quadra de futebol, onde eu sempre estava. Rolavam muitas reuniões dançantes e o bocó se apaixonou de novo.
O que tocava nessa época? Todas as músicas do Cabeça Dinossauro e só. Foi assim até o dia em que um casal descolado nos convidou para ver VHS no apê deles. O sujeito, uma espécie de mentor nosso, nos apresentou para os LPs do The Communards ("foto, abaixo") e Jimmy Sommerville. De quebra, ganhamos alguns refrescos.

Chegou o dia em que fui convidado para o matinê na Rua Augusta (hoje um local de putas) numa baita danceteria. Tio Sidney viria nos buscar. Para meu espanto, estava rolando The Clash e muito pogo ("pagode? Hehehe!"). Ainda assim era um programa de índio.
Resolvemos ir a Santo André, num show com várias bandas, inclusive o Marcelo Nova (Camisa de Vênus). De repente, surge Raul Seixas ("abaixo") no palco. Aquele seria seu último show.

Comecei a andar de skate e ouvir Ratos de Porão. Conheci um sujeito chamado Gualberto Costa que me convidou para o lançamento da Monga.
Na porta do ("Madame") Satã, encontrei Edgard Scandurra ("vocalista e guitarrista do IRA!"), que estava sendo barrado. Eu, o zé mané, tinha um convite. Gual me chamou e me apresentou para um cara chamado João Gordo ("vocalista do Ratos de Porão, ex- vj da MTV e atual apresentador da Record").
Desci no porão para o show do Odore di Figa (que fim levou?). Bom, depois daquela noite decidi que não ia mais ficar socado naquele apartamento.
Comecei a freqüentar o Dama Xóc e o Rose Bombom, sempre em busca de um bom Punk Rock. Nessa época ainda bebia muito pouco.
Essa mistura de LPs do RxDxP com saídas no sábado acabou causando minha expulsão do apartamento. Estava em São Paulo e sem ter onde morar.
Havia me tornado um anarquista.

Que fim levou, mais tarde, o baladeiro e desbravador Jerônimo? Só o mesmo dirá!

Fotos, edição, algumas frases e informações entre parênteses com aspas, vídeo e mini-posfácio de (claro!): ANDF

terça-feira, 29 de novembro de 2011

1987: Oh, L´Amour!, por JSouza

Mais alguns litros de nostalgia para vocês: lá estava eu, terminando a faculdade e trabalhando na Z Produtora (Verdes Anos). Tinha uma bela secretária gótica que eu amava, mas que amava... Os Cascavelletes (foto, abaixo).
De raiva, fui ao bar Ocidente (Porto Alegre) e joguei um copo de cerveja na cara do vocalista (Flávio Basso). A figura começou a gritar: "Filhadaputa! Filhadaputa!" e todos acharam que era letra de música.

Nesse mesmo ano, surgia o Quadrante Sul com o que sobrou da AQG (mencionada, aqui): eu, o Denilson Reis, Paulo Sonneman, Gervásio Santana, Paulo Abade (Montenegro), Alex Doeppre e um tipo novato. Uma figura antissocial chamada Marcelo Tomazi. Denilson estava numa fase psicodélica e eu, fiel ao Punk Rock. Logo surgiria Daniel Horn da Rosa, que eu batizei de HDR. Daniel me apresentou ao Depeche (Mode) e eu lhe apresentei The Clash (abaixo).


Chegava o meu último verão no RS e rumei para (a praia de) Xangri-lá, ao lado de Toni Antonello e seus dois primos (um deles já falecido). Devo dizer que Xangri-lá era o cu do mundo dominado pela família Bassani. Conosco também estavam duas beldades, a mulher do Toni e a mulher do primo. Tudo corria bem até eu ver a tia de Toni tomando banho de sol na frente da casa. Apaixonado, fui ouvir um LP do Erasure. Estava feita a trilha sonora daquele verão inesquecível...
Todas as canções eram ótimas, mas a que mais marcou foi Blue Savanah (no vídeo abaixo! O 1° deste blog!! ÊÊÊÊÊ!!!), que eu quadrinizei nos anos 90 usando Madonna e Freddie Mercury como "atores" principais.

Uma curiosidade: nessa época alguns amigos meus foram para Portugal tocar samba e me convidaram para ir junto. Eu, burro, me neguei porque queria acabar a faculdade.
No Carnaval, rumei para Livramento com a família Antonello. Fomos fazer parte da Corte do Carnaval. Meu par era uma linda morena por quem, obviamente, me apaixonei. Íamos em todos os bailes juntos mas eu não conseguia beijá-la. Resultado: um da minha gangue beijou (eu fazia parte da Turma da Getúlio, um bando de vândalos do Menino Deus). Perdi a mina e perdi o amigo.
Na faculdade, meu professor era (o hoje cineasta) Carlos Gerbase (Replicantes), que não me ajudou em nada, mesmo sendo punk. Quando (o vocalista original) Wander Wildner (o sorridente de camisa azulada quadriculada, abaixo) saiu, eu larguei de mão os Repli.


Vamos esclarecer que a maioria das informações que eu recebia (fanzines, livros, compactos) vinha do senhor Alexandre Doeppre, que estava bem conectado ao hardcore.

P.S.: Me esqueci de mencionar que 1987 foi o ano de lançamento do melhor drama musical de todos os tempos: Dirty Dancing (volta e meia reprisado a tarde), com (o finado) Patrick Swayze (Crepúsculo de Aço, Ghost, Caçadores de Emoção, Donnie Darko, Matador de Aluguel...).

Texto de autoria do "ousado, fanfarrão e destemido" Jerônimo, menos nas partes informativas entre parênteses (lógico!). Os links, a edição, as fotos e o vídeo também foram culpa deste blogueiro (ANDF).
BWAA...HA-HA-HAAA!!!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

1986: A Geração New Wave, por JSouza

Realmente, muitas das bandas cultuadas hoje em dia eram desprezadas nos anos 80
Eu, apesar de ter curtido muito a New Wave, detestava grupos como Tears for Fears ou Talking Heads. Na verdade, eu e meu irmão tínhamos um pacto: quem gostasse de uma banda, o outro iria odiar.

Minha praia era o B-52’s, Prince, Duran Duran (na foto do alto) e Billy Idol. Aliás, Billy Idol foi meu passaporte para o Punk Rock. Mas os "Duranies" eram o meu xodó. Comecei a vender a discografia do Queen e comprar LPs do DD.

Nessa mesma época, estava rolando um lance importante: a fundação da Associação dos Quadrinhistas Gaúchos. Era um grupo bem heterogêneo: Lucas Andrade, eu, Ernani, Rodrigo Rosa, Oscar Kern (finado criador do fanzine Historieta), Paulo Carvalho, Léo Machado, Marcos Pinto (hoje, professor de desenho infantil) e outros que vieram depois.

Quando saímos do Rosário (em Porto Alegre, né não?) e fomos nos reunir na minha casa, Ernani começou a levar fitas K-7 do Manowar. Todos nós ficamos apavorados, mas acabamos gostando, pois era o som do Conan.

Sobre a New Wave: na Inglaterra ela foi uma resposta ao Punk, mas aqui não havia o Punk ainda. Acho que foi nesse mesmo ano que nós viajamos, de carro, para Sampa. No rádio, tocou uma música de uma banda nova: The Cure (abaixo).
Voltamos ao RS e vi um documentário sobre um bando de doidos jogando bola de sobretudo: The Cure.
Fui para a (Avenida) Osvaldo Aranha, apenas observar: vi os "darks" se beijando, cheirando pó. Vi amigos meus usando batom.

Voltei para casa e peguei meu LP "Why Work for Death?". Esse era o meu caminho: era o Hard-core.
Comecei a usar roupas pretas, cabelos em desalinho e um par de coturnos. Não tinha grana para comprar um jaco. Voltei ao (bairro porto alegrense) Bonfim e fiquei observando os punks, indo aos shows do Pupilas (Dilatadas).
Ainda não era meu tempo de entrar para a gangue. Precisava acabar a porra da faculdade...

Os detalhes entre parênteses, fotos e a edição do nostálgico artigo do Jerônimo, foram obra minha (ANDF). Hehehe!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Entrando de Cara nos Anos 80, por JSouza

O professor Denilson Reis comentou sobre o meu último post, que eu havia esquecido as bandas de heavy metal. Na verdade, foi o Brasil que esqueceu (ou nunca ouviu falar).
As primeiras bandas de rock pesado começaram a chegar ao Brasil aí por 1982.
Chegar significa ser comentada em revistas e raros programas de rádio e TV.

Eu estava entrando no segundo grau e era uma mistura de nerd com marginal.
Na verdade, eu já era punk, mas nem sabia. Acho que minhas primeiras informações chegaram nas revistas de cifras, falando sobre o rock terror: Uriah Heep, Black Sabbath e congêneres. Fiquei encantado com a figura de Ozzy Osbourne, o comedor de morcegos.
Depois, meu colega Ênio Rock'n Roll apresentou- me para a banda AC/DC. Também adorei aquela figura de calças curtas chamado Angus Young. E eis que um outro colega, vindo da Inglaterra, apresentou- me a banda definitiva: Queen! Em pouco tempo eu já tinha toda a coleção de LPs e sabia todas as letras.
Mas, como um bom mosqueteiro, me juntei a mais dois: Fernando Ferrarese e Renato Martins. Sim, o Renato Martins (apresentador do programa Cena de Cinema, da Ipanema FM) da (rede de TV e emissoras de rádio) Band. Então, pegamos um baixo de três cordas, um violão, uma batera e formamos o Beatles Cover!
Tudo estava bem, até meu primo me mostrar dois discos fundamentais: Radio-Activity (Kraftwerk) e Mad Max III Soundtrack. Aí, eu pirei de vez.

Então encontrei outra figura: suíças raspadas no estilo Arnaldo Antunes, bermudão, camisetas verde limão ou amarelo cheguei. Nas mãos, uma obra de arte: o LP New Wave Mamão com Açúcar. Era 1986: hora de chutar o pau da barraca!

Mais uma colaboração de Jerônimo de Souza (Valeu!)

Edição, informações adicionais entre parênteses e foto: ANDF

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Uma Viagem Pelos Anos 70, por JSouza

Não se preocupem, não usaremos chá de cartucho nesse artigo. Bom, obviamente, antes dos anos 80 houveram os anos 70. Não foram tão bons, mas nós curtimos um pouco.
Em termos musicais, três grupos dominaram essa década: Abba (na foto, acima), Boney M e Bee Gees. Cada um deles tinha suas peculiaridades e seu público próprio. O Abba, um quarteto sueco, emplacava hit sobre hit com suas duas belas vocalistas: Agnetha e… Alguém se lembra do nome da outra?
O Boney M, uma banda funk da Alemanha, fazia muito mais sucesso entre os brancos do que entre os negros. Já o Bee Gees, um grupo meio australiano e meio Whales, tinha o carisma de uma banda familiar. E tinha a vantagem de ter o mano Andy Gibb dando uma palhinha nos shows.




Mas, vocês devem estar se perguntando o que eu estaria fazendo em 1970? Certamente, eu estaria (no alto dos meus quatro anos) junto com meu pai passeando pela Avenida São João. E meu irmão Gilberto deveria estar nascendo em alguma maternidade paulista. Hehehe… Tudo isso, é claro, ao som do rebelde Roberto Carlos e da trilha de Estúpido Cúpido.

Vamos pular três anos no tempo e estamos em 1973, na capital de Santa Catarina. Morando no morro, namorando a pequena Aninha e provavelmente ouvindo Jerry Adriani e Ronnie Von. Mas, o que eu mais me lembro são as canções do Bumba meu Boi. Folclore puro, sem patrocinadores.
No final dos anos 70, já estava com a minha gangue aterrorizando velhinhas com um saco de pão na cabeça. Nas horas vagas, dançando Saturday Night Fever em cima de uma mesa. Éramos a escória do bairro Menino Deus. Talvez até descobrir o som do Dire Straits e B. J. Thomas, uma bela transição para os anos 80. Era o tempo de dizer adeus ao primeiro grau e a todos os canalhas que me espancavam no colégio...

Texto e fotos fornecidos por Jerônimo de Souza (http://diggitistudio.blogspot.com/).

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dicas de JSouza

Vou apresentar a 1° colaboração do blog...
Como diz o título, o comentarista em questão é Jerônimo Fagundes de Souza, que é analista judiciário do TRE, cartunista, editor, roteirista, artista plástico e integrante do grupo gaúcho e independente Quadrante Sul, do qual também faço parte.
Ele é um dos visitantes que acompanham, leem e opinam neste blog.
Fiquem agora com seu texto, que o ele me mandou por e-mail e o qual editei:

"Hoje em dia, o bom ouvinte de música tem muito mais opções do que tinha no passado.

Com o advento da internet, você não é obrigado a ficar ouvindo Luan Santana. Basta cavar um pouco e você encontrará o Azymuth, um grupo de bossa nova brasileira que faz um enorme sucesso no exterior, mas aqui é desconhecido. Sugiro que você ouça "Roda Pião" e me diga se gostou. Não é sua praia?

Bom, então sua praia deve ser Acapulco, se gosta de anos oitenta. Sugiro dar uma ouvida em Cosmix One. Mas lembre-se: a música dura mais de uma hora.

Muito longa? Outra dos anos 80 é The XX com seu Intro Remix. Curta e boa.

Procurando New Romantic? Esqueça um pouco o Duran Duran e ouça Visage, da banda homônima. Um clássico!

Quer algo mais Punk? Que tal Vibrators, com Automatic Lover? Essa mata a pau.

Lembra do RBD? Anahi está lançando músicas bem legais, como por exemplo, "Me Hipnotizas" . Essa é linda e canta bem.

Muito moderna? Ok, vamos voltar para 89 e curtir Monkey Church."

Visitem o seu blog: http://diggitistudio.blogspot.com/