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domingo, 27 de março de 2016

Dois Grupos Diferentes Entre Si

O primeiro tem uma sonoridade que não me é estranha.
O seguinte já tinha escutado em algum programa de flashback oitentista de rádio FM.
Vamos lá!

Começando por (o da foto do alto) Split Enz, grupo criado na distante Auckland (Nova Zelândia), em 1972. Mesclou vários ritmos, tais como new wave, rock, punk, swing e pop. Sem falar que, pelo que se via, usavam figurinos bizarros e coloridos.
Fizeram sucesso com a música I Got You (1980), justamente a mesma do clipe que achei por acaso:

Outras músicas que descobri foram History Never Repeats e Six Months in A Leaky Boat, sendo que esta última aparece na coletânea Disco' 83 (1982).

Integrantes: Neil Finn (vocal, guitarra e teclados), Geoff Chunn (bateria), Mike Chunn (baixo), Noel Crombie (bateria e percussão), Emlyn Crowther (bateria), Tim Finn (irmão de Neil- vocal, piano e guitarra), Robert Gillies (saxofone e trompete), Miles Golding (violino), Malcolm Green (bateria), Noel Griggs (baixo), Paul Hester (bateria), Mike Howard (flauta), Philip Judd (vocal, guitarra e bandolim), Eddie Rayner (teclados) e Wally Wilkinson (guitarra)

Discografia: Mental  Notes (1975), Second Thoughs (1976), Dizrythmia (1977), Frenzy (1979), True Colors (1980), Waiata/Corroberee (1981), Time and Tide (1982), Conflicting Emotions (1983) e See Ya 'Round (1984)

Com o fim da Split Enz, em 1984, surgiram Crowded House, Schnell Fenster, Citizen Band e Finn Brothers.
Mesmo assim, os integrantes tocaram em voltaram a tocar em reuniões ocasionais: 1986, 1989 a 90, 1992 a 93, 1996, 1999 a 2000, 2002, 2005, 2006 a 07 e 2008 a 09.

Já a Poésie Noire, era uma banda belga gótica/eletrônica surgida em 1984. Seu nome pode ser traduzido como Poesia Negra (ou Sombria).
Não sei quanto a outros países, mas a canção que mais marcou (ou que era bastante executada) em FM's, foi Déjà Vu:
Me lembrou que já escutei esta no programa Boys Don't Cry, da antiga Pop Rock FM.

Integrantes: Johan "La Bête Noire" Casters (vocal), Marianne Valvekens (vocal e teclados), Herman Gillis (gutarra), Evanna (vocal) e Ludo "Carl S. Johansen" Chamberlin (produtor)

Discografia: The Gioconda Smile (1985), Hum And Haw (1986), Tales of Doom (1987), Tetra (1988), Existential Despair Methaphysical Distress Ontological Ungludation and Cosmic Meltdown (1988), En Grande Colère (Seven Tales of Schizophrenia) (1988), (Untitled) (1988) Pity For The Self Or We'll Teach You To Dance (1989), En Grand Colère & Pity For The Self Or We'll Teach You To Dance (1989), Love is Colder than Death (1989), Complicated - Compilated 84-89 (coletânea1990), Marianne (1991), Tabula Rasa (1991), Delirious (1992) e The Sense Of Purpose (2010)

A sugestão de comentar sobre o Poésie Noire foi de Alex Doeppre (Quadrante Sul Comics), quando postou o clipe no Facebook. Ele também me contou que o grupo regravou A Night Like This, do The Cure.
Encerrou atividades em 1992 e seus membros seguiram rumos diferentes.

Fontes: Wikipédia (Brasil e EUA), Youtube e Facebook

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Bizarra Playlist Sombria e Variada

Após uma série de contratempos infelizes que atrapalharam minhas atualizações... "VAMOS NÓS!"-- como diram aquela banda de super-herois (da Hanna-Barbera), Os Impossíveis.

Ah... o boneco da morte, acima, era de uma loja de doces.

No dia 31 de outubro deste ano, Rafael Rodrigues (do Uarévaa e MdM) pediu via Facebook, sugestões de clipes pra uma playlist temática de Halloween pra postar em seu canal no Youtube. Falou pra evitarmos bandas ou artistas satanistas, de trash, death ou black metal... mas, é claro que teve gente que ignorou a "regra".
No meu caso, mostro minha lista pessoal (com algumas oitentistas) de videos sombrios ou estranhos em seu próprio clima ou nas letras, as quais também dedico a uns amigos próximos. Começando com uma instrumental de arrepiar (a meu ver):

New Order- Elegia (tem até uma versão com mais de 10 minutos!)



Bauhaus- Bela Lugosi's Dead

The Psychedelic Furs- The Ghost in You

Portishead- Glory Box (minha amiga Letícia Coelho, adora!)

Esta próxima, surpreendeu o Rafael (que falou: "Madonna?"), pela escolha:
Madonna- Justify My Love

Pros fãs de Supernatural, incluindo meu amigo e videocaster Jefferson Nunes:
Kansas- Carry On Wayward Son

Neneh Cherry- Woman

Depeche Mode- Personal Jesus

Alanis Morissette- You Oughta Know (o JSouza gosta, né?)


Mais uma do Depeche, uma das bandas favoritas de Alex Doeppre e Daniel HDR, com Walking in My Shoes

Björk- Army of Me, que foi até trilha do Sucker Punch

Só valia clipes do Youtube, mas, como a seguinte não tinha a versão original que vi na TV, aqui está a encontrada em outro site:
The Rapture- House of Jealous Lovers

Garbage- Stupid Girl



Não podia faltar esta aqui:
The Cure- Boys Don't Cry

Quando quis fechar minha listagem com The Hall of Mirrors do Kraftwerk, não achei um clipe que não fosse só uma capa de disco/CD ou um show. Encontrei a versão da Siouxie and The Banshees e aí... aconteceu uma bizarria insana com o Youtube, que carregava, piscava, a tela ficava branca, num ciclo nojento e irritante. Deve ter "bugado", no momento. Ô, saco!
Paciência...

Gostaram?

Mas, pra quem quiser conferir a lista integral: aventure-se aqui.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Redescobrindo uma Música

Foi em 1997 (se não me engano), que escutei pela 1° vez, uma fita com músicas gravadas por "não sei quem foi". A seleção contava com The Cure, Van Halen, Pink Floyd e New Order.
Aliás, uma faixa em particular me cativou: a última de um dos lados, que vinha após a "assombrosa" e totalmente instrumental Elegia. Justamente, do New Order, como descobri bem mais tarde e achei que fossem do mesmo disco.
Só que Elegia saiu em Low-Life (1985), enquanto a seguinte, cujo título é As It is When It Was foi lançada em Brotherhood (1986).

Após este relato, ouçam:

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mês Gótico 3 e Seleção ANDF 2

A exemplo do que fiz ao procurar e montar uma "set-list" com Duran Duran, também montei minha seleção pessoal com o The Cure. Mesmo tendo organizado tudo em ordem alfabética, aqui resolvi enumerar as músicas.

Faixas da Seleção 1: 1.A Forest/ 2.A Letter to Elise/ 3.A Night Like This/ 4.All Cats are Grey/ 5.Boys Don't Cry/ 6.Burn/ 7.Catch/ 8.Charlotte Sometimes (Single)/ 9.Close to Me/ 10.Dredd Song/ 11.Fascination Street/ 12.Friday I'm in Love/ 13.In Between Days/ 14.Jumping Someone Else's Train/ 15.Just Like Heaven/ 16.Killing An Arab

Sobre as músicas da Seleção 1: A faixa 1 é de Seventeen Seconds (1979). Faixas 2 e 12 são de Wish (1992). Faixas 3, 9, 12 e 16 são de The Head on The Door (1985). A faixa 4 é de Faith (1981). Faixas 5 e 13 a 15 são de Boys Don't Cry (1980). A faixa 6 é da trilha sonora do filme O Corvo (1994). Faixas 7 e 15 são de Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me (1987). A faixa 8 é um single de 1981. A faixa 10 é do filme O Juiz (Judge Dredd, 1995). A de nº 11 é de Disintegration (1989).

Faixas da Seleção 2: 1.10:15 Saturday Night/ 2.Kyoto Song/ 3.Let's Go to Bed/ 4.Lovesong/ 5.Love Will Tears Us Apart (cover do Joy Division)/ 6.Lullaby/ 7.Never Enough/ 8.Pictures of You/ 9.Push/ 10.Six Different Ways/ 11.The Blood/ 12.The Catterpillar/ 13.The End of The World/ 14.The Lovecats/ 15.The Walk (Original Version)/ 16.Why Can't I Be You?

Sobre as músicas da Seleção 2: A faixa 1 é de Three Imaginary Boys (1979). Faixas 3, 14 e 15 são da coletânea Japanese Whispers (1983). Faixas 4, 6 e 8 são de Disintegration (1989). A faixa 5 foi gravada quando a banda visitou uma rádio australiana (2000) e jamais foi lançada em algum álbum seu. A faixa 7 é um single do disco Mixed Up (1990). Faixas 2, 9, 10 e 11 são de The Head on The Door (1985). A faixa 12 é de The Top (1984). A faixa 13 é de The Cure (2004). A faixa 16 é de Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me (1987).

Fontes: Wikipédia (Brasil e EUA), blog 1001 Covers

E o Mês Gótico termina aqui.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Mês Gótico 2+Dois Clipes

Criado na cidade de Crawley (West Sussex- Inglaterra), o The Cure segue sua carreira desde 1976 com sua sonoridade emocional, sombria  e por algumas vezes, agitada.
Seu vocalista, que participou como guitarrista da banda Siouxie and The Banshees, chegou a ler sobre saúde mental em geral (inspiração pro disco Pornography), sem a pretenção de incentivar ninguém a se deprimir.
Seu álbum recente, até então, foi 4:13 Dream (2008).

A capa lá em cima é de seu 6° disco.

Integrantes: Robert Smith (vocal, guitarra, violino, baixo e teclados), Porl Thompson (guitarra, teclados e saxofone), Simon Gallup (baixo) e Jason Cooper (bateria)

Ex-integrantes: Michael Dempsey (baixo), Matthieu Hartley (teclados), Andy Anderson (bateria), Phil Thornalley (baixo), Laurence "Lol" Tolhurst (bateria e teclados), Boris Williams (bateria), Roger O'Donnell (teclados) e Perry Bamonte (teclados e guitarra)

Faixas: 1.In Between Days/ 2.Kyoto Song/ 3.The Blood/ 4.Six Different Ways/ 5.Push/ 6.The Baby Screams/ 7.Close to Me/ 8.A Night Like This/ 9.Screw/ 10.Sinking

Gravadora(s): Fiction (Reino Unido), Elektra (EUA), Rhino- reedição de 2006 (1985)

Este álbum tem o título de Staring at The Sea em alguns países.

O homem da capa era um pescador chamado John Button, que também apareceu no clipe abaixo:

Faixas: 1.Killing an Arab/ 2.10:15 Saturday Night/ 3.Boys Don't Cry/ 4.Jumping Someone Else's Train/ 5.A Forest/ 6.Play for Today/ 7.Primary/ 8.Other Voices/ 9.Charlotte Somethings/ 10.The Hanging Garden/ 11.Let's Go to Bed/ 12.The Walk/ 13.The Lovecats/ 14.The Caterpillar/ 15.In Between Days/ 16.Close to Me/ 17.A Night Like This

Sobre as músicas: Faixas 1, 3 e 4 são de Boys Don't Cry (1980). A faixa 2 é de Three Imaginary Boys (1979). Faixas 5 e 6 são de Seventeen Seconds (1980). Faixas 7 a 9 são de Faith (1981). A faixa 10 é de Pornography (1982). Faixas 11 a 13 são da coletânea Japanese Whispers (1983). A faixa 14 é de The Top (1984). Faixas 15 a 17 são de The Head on The Door (1985)

Gravadora(s): Fiction Records (Reino Unido), Elektra Records (EUA) (1986)

E pra fechar esta postagem, assistam ao clipe de uma música, que também é nome de um programa de rádio:

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mês Gótico 1

Um novo tema pra um mês especial e musical deste blog. Apreciem...

A banda gótica londrina Siouxie and The Banshees foi criada em 1976, num festival punk tocando somente covers.
Chegou a ter entre seus integrantes, gente de outras bandas góticas e punks, gêneros muito comuns naquela época.
Terminou em 1996, em virtude das brigas entre sua vocalista e o baixista.
Chegou a ter uma reunião em 2002... e só.

Teve quem achasse que o visual de Siouxie teria inspirado a Morte, dos Perpétuos (irmã de Morpheus, o Sandman), mas... Neil Gaiman disse que não.

Integrantes: Sioxie Sioux (vocal), Steven Severin (baixo, guitarra, teclados e sintetizadores) e Budgie (bateria, percussão e teclados)

Ex-integrantes: Sid Vicious (do Sex Pistols- bateria), Marco Pirroni (guitarra), Kenny Morris (bateria e percussão), Peter Fenton (guitarra), John McKay (guitarra e saxofone), John McGeoch (guitarra), Robert Smith (do The Cure- guitarra), John Valentine Curruthers (guitarra), Martin McCarrick (teclados, violoncelo, acordeão e dulcimer), Jon Klein (guitarra) e Knox Chandler (do Psychedelic Furs- guitarra)

Faixas: 1.Hong Kong Garden/ 2.Mirage/ 3.The Staircase/ 4.Playground Twist/ 5.Love in a Void/ 6.Happy House/ 7.Christine/ 8.Israel/ 9.Spellbound/ 10.Arabian Knights

Sobre as músicas: Faixas 1 a 3 são de The Scream (1978). Faixas 4 e 5 são de Join Hands (1979). Faixas 6 a 8 são de Kaleidoscope (1980). Faixas 9 e 10 são de Juju (1981).

Gravadora(s): Geffen/Warner Bros. (EUA), Polydor (Reino Unido) (1981)

Faixas: 1.Fireworks/ 2.Slowdive/ 3.Melt!/ 4.Dear Prudence (cover dos Beatles)/ 5.Swimming Horses/ 6.Dazzle/ 7.Overground/ 8.Cities in Dust/ 9.Candyman/ 10.This Wheel's on Fire (cover de Julie Driscoll)/ 11.The Passenger (cover de Iggy Pop)/ 12.Peek-a-Boo/ 13.The Killing Jar/ 14.The Last Beat of My Heart (Live)/ 15.Kiss Them for Me/ 16.Shadowtime/ 17.Fear (of the Unknown) (Remix)/ 18.Face to Face

Sobre as músicas: Faixas 1 a 3 são de Kiss In a Dreamhouse (1982). Faixas 4 a 6 são de Hyaena (1984). A faixa 7 é de The Scream (1978). Faixas 8 e 9 são de Tinderbox (1986). Faixas 10 e 11 são de Through the Looking Glass (1987). Faixas 12 a 14 são de Peepshow (1988). Faixas 15 a 17 são de Superstition (1991). A faixa 18 é da trilha sonora de Batman- O Retorno (1992).

Gravadora(s): Geffen (1992)

Fontes: Wikipédia (Brasil e EUA)

terça-feira, 13 de março de 2012

Novo Artigo, por JSouza

Lembram quando Porto Alegre era o último lugar das bandas, quando só havia o Gigantinho para elas tocarem e raramente vinha um The Cure ou Echo & The Bunnymen (acima) ou The Ramones?


Os anos passaram e surgiram o Opinião, o Bourbon, o Pepsi on Stage (eca!) e o longínquo Teatro do SESI. As bandas pipocaram e começaram a tocar primeiro em Porto Alegre...
Aí, vieram os Duran Duran, nós compramos os ingressos e eles desistiram de Porto Alegre. Segue-se a maratona para conseguir a devolução do dinheiro e a depressão total.
Agora: voltamos da praia e vimos os cartazes do Sisters of Mercy, fomos comprar os bilhetes e, novamente, a decepção: Sisters não vem para Porto Alegre. Apenas Sampa e Rio.
Como se não bastasse, p&##@ (!)... o senhor Morrissey vai para Sampa, Rio e BH fazer uma série de shows memoráveis com direito a ofensas a monarquia inglesa e muito mais.
Dirá o professor Denilson: “Mas não faz mal. Roger Waters vem pra Porto desde que você pague a bagatela de R$ 240, 00 (coisa que eu nunca faria, obviamente... )”.

Enfim, Porto Alegre “morreu” e as nossas alternativas são ouvir CDs ou pegar 14.000 pontos do cartão fidelidade e ir ver os shows em Sampa, Rio ou, até mesmo, Belo Horizonte.
Eu, sinceramente, prefiro comprar mais CDs e viajar para o Nordeste, rezando para que as produtoras gaúchas voltem aos bons tempos e tragam pelo menos uma banda por ano.
O teatro do Bourbon Country, apesar de ser na Zona Norte, é um local excelente para shows, com um belo mezanino e cadeiras muito confortáveis, além de espaço para dançar.
É certo que uma banda alternativa, como Erasure, Laibach ou Lacrimosa não teria como se apresentar no Gigantinho por não ter público suficiente com poder aquisitivo.
Esta crônica marca o retorno de Jerônimo de Souza (JSouza), um "punk new wave". Bem-vindo de volta, "véio"!

Edição e fotos especialmente selecionadas por Flash ANDF.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

1986: A Geração New Wave, por JSouza

Realmente, muitas das bandas cultuadas hoje em dia eram desprezadas nos anos 80
Eu, apesar de ter curtido muito a New Wave, detestava grupos como Tears for Fears ou Talking Heads. Na verdade, eu e meu irmão tínhamos um pacto: quem gostasse de uma banda, o outro iria odiar.

Minha praia era o B-52’s, Prince, Duran Duran (na foto do alto) e Billy Idol. Aliás, Billy Idol foi meu passaporte para o Punk Rock. Mas os "Duranies" eram o meu xodó. Comecei a vender a discografia do Queen e comprar LPs do DD.

Nessa mesma época, estava rolando um lance importante: a fundação da Associação dos Quadrinhistas Gaúchos. Era um grupo bem heterogêneo: Lucas Andrade, eu, Ernani, Rodrigo Rosa, Oscar Kern (finado criador do fanzine Historieta), Paulo Carvalho, Léo Machado, Marcos Pinto (hoje, professor de desenho infantil) e outros que vieram depois.

Quando saímos do Rosário (em Porto Alegre, né não?) e fomos nos reunir na minha casa, Ernani começou a levar fitas K-7 do Manowar. Todos nós ficamos apavorados, mas acabamos gostando, pois era o som do Conan.

Sobre a New Wave: na Inglaterra ela foi uma resposta ao Punk, mas aqui não havia o Punk ainda. Acho que foi nesse mesmo ano que nós viajamos, de carro, para Sampa. No rádio, tocou uma música de uma banda nova: The Cure (abaixo).
Voltamos ao RS e vi um documentário sobre um bando de doidos jogando bola de sobretudo: The Cure.
Fui para a (Avenida) Osvaldo Aranha, apenas observar: vi os "darks" se beijando, cheirando pó. Vi amigos meus usando batom.

Voltei para casa e peguei meu LP "Why Work for Death?". Esse era o meu caminho: era o Hard-core.
Comecei a usar roupas pretas, cabelos em desalinho e um par de coturnos. Não tinha grana para comprar um jaco. Voltei ao (bairro porto alegrense) Bonfim e fiquei observando os punks, indo aos shows do Pupilas (Dilatadas).
Ainda não era meu tempo de entrar para a gangue. Precisava acabar a porra da faculdade...

Os detalhes entre parênteses, fotos e a edição do nostálgico artigo do Jerônimo, foram obra minha (ANDF). Hehehe!