Mostrando postagens com marcador Tears for Fears. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tears for Fears. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Grito Primal e Segundas-Feiras Felizes

Vou falar de 2 bandas que por um certo tempo, pensei serem a mesma por causa da semelhança nas vozes de seus vocalistas.

De Glasgow (Escócia), o Primal Scream (acima) surgiu em 1982. Seu nome vem da chamada "terapia primal" do psicoterapeuta e psicólogo Arthur Janov, que também inspirou o Tears For Fears.
Tive contato com suas músicas através da Unisinos FM e da extinta Ipanema. Tem uma mescla de rock de garagem, tecno, drum and bass e até de dance.
Seu vocalista, Bobby Gillespie, viria a ser baterista do The Jesus and Mary Chain. 
Seus maiores hits: Come Together, Loaded, Country Girl (cujo clipe já vi na também extinta MTV Brasil UHF), Beautiful Future e Movin' On Up.
Continua tocando até hoje.

Integrantes: Bobby Gillespie (vocal e percussão), Andrew Innes (guitarra e backing vocals), Martin Duffy (teclados) e Darrin Mooney (bateria e percussão)

Discografia: Sonic Flower Groove (1987), Primal Scream (1989), Screamadelica (1991), Give Out But Don't Give Up (1994), Vanishing Point (1997), XTRMNTR (2000), Evil Heat (2002), Rock City Blues (2006), Beautiful Future (2008), More Light (2013) e Chaosmosis (2016)

Originário de Salford (Great Manchester- Inglaterra), o Happy Mondays formou-se em 1980. Seu nome é uma inspiração e uma antítese inspiradas na música Blue Monday (do New Order).
Seu 1º disco só saiu em 1987.
Assim como o Primal Scream, fizeram sucesso nas paradas britânicas e também conheci via Unisinos FM.
Um de seus primeiros sucessos, 24 Hour Party People, é o nome original do filme A Festa Nunca Termina (2002) faz parte da trilha do mesmo.
Outros de seus hits que escutei muito: Move Fit e Step On. Até regravou The Boys Are Back in Town, do Thin Lizzy.
Chegou a parar em 1993, reuniu-se entre 1999 e 2001, voltar entre 2004 e 2010 e retornar em 2012.

Integrantes: Shaun Ryder (vocal), Mark "Bez" Berry (percussão), Gary Whelan (bateria), Marky Day (guitarra), Paul Ryder (irmão de Shaun- baixo) e Rowetta (vocal)

Ex-integrante: Paul Davis (teclados)

Discografia: Squirrel and G-Man Twenty Four Hour Party People Plastic Face Carnt Smile (White Out) (1987), Bummed (1988), Pills 'n'n Thrills and Bellyaches (1990), Yes Please! (1992) e Uncle Dysfunktional (2007) 

Fontes: Wikipédia (Brasil e EUA)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

1986: A Geração New Wave, por JSouza

Realmente, muitas das bandas cultuadas hoje em dia eram desprezadas nos anos 80
Eu, apesar de ter curtido muito a New Wave, detestava grupos como Tears for Fears ou Talking Heads. Na verdade, eu e meu irmão tínhamos um pacto: quem gostasse de uma banda, o outro iria odiar.

Minha praia era o B-52’s, Prince, Duran Duran (na foto do alto) e Billy Idol. Aliás, Billy Idol foi meu passaporte para o Punk Rock. Mas os "Duranies" eram o meu xodó. Comecei a vender a discografia do Queen e comprar LPs do DD.

Nessa mesma época, estava rolando um lance importante: a fundação da Associação dos Quadrinhistas Gaúchos. Era um grupo bem heterogêneo: Lucas Andrade, eu, Ernani, Rodrigo Rosa, Oscar Kern (finado criador do fanzine Historieta), Paulo Carvalho, Léo Machado, Marcos Pinto (hoje, professor de desenho infantil) e outros que vieram depois.

Quando saímos do Rosário (em Porto Alegre, né não?) e fomos nos reunir na minha casa, Ernani começou a levar fitas K-7 do Manowar. Todos nós ficamos apavorados, mas acabamos gostando, pois era o som do Conan.

Sobre a New Wave: na Inglaterra ela foi uma resposta ao Punk, mas aqui não havia o Punk ainda. Acho que foi nesse mesmo ano que nós viajamos, de carro, para Sampa. No rádio, tocou uma música de uma banda nova: The Cure (abaixo).
Voltamos ao RS e vi um documentário sobre um bando de doidos jogando bola de sobretudo: The Cure.
Fui para a (Avenida) Osvaldo Aranha, apenas observar: vi os "darks" se beijando, cheirando pó. Vi amigos meus usando batom.

Voltei para casa e peguei meu LP "Why Work for Death?". Esse era o meu caminho: era o Hard-core.
Comecei a usar roupas pretas, cabelos em desalinho e um par de coturnos. Não tinha grana para comprar um jaco. Voltei ao (bairro porto alegrense) Bonfim e fiquei observando os punks, indo aos shows do Pupilas (Dilatadas).
Ainda não era meu tempo de entrar para a gangue. Precisava acabar a porra da faculdade...

Os detalhes entre parênteses, fotos e a edição do nostálgico artigo do Jerônimo, foram obra minha (ANDF). Hehehe!