Mostrando postagens com marcador K-7. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador K-7. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Meia Volta, Volver- Uma História a Ver com Fitas K-7

Vim contar sobre um fato nostálgico.

Perto do Natal de 1994, na época em que ainda não existia o camelódromo (ou centro popular de compras) de Alvorada, os camelôs ficavam lado a lado na beira da Praça João Goulart, na esquina perto de uma agência dos Correios, junto com uma banca de jornais e revistas usadas e de frente pra Avenida Presidente Getúlio Vargas.
Aqueles que ainda recebiam mesada (como eu) ou não iam comprar fitas K-7 originais em lojas, porque deviam ser caras, tinham que adquirir uma de algum ambulante por um preço beeem barato. Ainda mais no início do Plano Real, quando um gibi custava, em média, R$ 1,50... equivalente a 3 passagens de ônibus.
Juntando uma verba, consegui uma fita com uma coletânea bem bacana que era anunciada na TV e que eu tanto queria: Mid-Back.
Além dela, consegui na mesma época, esta aqui:
Foto ilustrativa, já que não encontrei uma do K-7.

...que era pra ser uma surpresa. Como assim?
Meu pai, que é fã do cantor, viu o que comprei e estranhou. Acabei entregando antes, o que era pra ser um presente natalino. Mas ele gostou, mesmo assim.

As faixas:
Programa (Lado) Um
1.Gonna Make Sweat- C+C Music Factory
2.I'm Gonna Get You- Bizzarre Inc.
3.All Together Now- The Farm
4.This Beat is Hot- B.G. The Prince of Rap 
5.Bad Boy- Miami Sound Machine
6.Pianonegro- Pianonegro

 Programa (Lado) Dois
1.Your Love- The Outfield
2.Girl You Know It's True- Milli Vanilli
3.Talking in Your Sleep- The Romantics
4.Mr. Loverman- Shabba Ranks
5.Come Home With Me Baby- Dead Or Alive
6.I Like Chopin (versão de 94)- Gazebo

Gravadora(s): Som Livre (1994)

Tenho minha fita, junto com outras, até hoje.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Prince & Billy

Notícias desagradáveis que aparecem em redes sociais, TV ou rádio anunciando o falecimento de alguém da música, gerando assunto em sites e blogs, incluindo este. Detesto isso! E olha que tenho muita coisa sobre diversas coletâneas de artistas que curto. É a vida...

Na 2ª quinzena de abril, mais 2 cantores partiram e vim falar sobre eles.
O 1º, Prince Rogers Nelson (simplesmente, Prince), era também um compositor e multi-instrumentista vindo de Minneapolis (Minnesota- EUA) que começou sua carreira em 1976.
Em 1979, formou uma banda com negros e brancos, inspirada no grupo Sly and The Family Stone.
Prince causava polêmica já de cara, entre o final dos anos 1970 e início dos 1980, com diversas performances e muitas letras de teor sexual, mas também conquistou sucesso através de músicas como 1999 (que está no 1º volume da coletânea Video Hits) e Little Red Corvette.

Após a substituição de alguns membros, sua banda é batizada de The Revolution em 1984 e lança a música Purple Rain com o filme e disco homônimos no mesmo ano, incluindo os hits When Doves Cry e I Would Die 4 U. Lembro que já tive a fita K-7 de Purple Rain, que pertencia a um tio meu. Mas não fazia ideia de que uma de suas faixas (Darling Nikki), por conta de sua letra obscena, inspirou a criação de um estatuto de censura pra certos álbuns. E viriam com este selo:
O cantor teve fama de ser alguém difícil de se trabalhar, perfeccionista e muito protetor de suas canções.
Criou uma banda funk (The Family) em 1985 e pro 1º álbum da mesma, compôs a música Nothing Compares 2 U... que seria regravada 5 anos mais tarde por Sinead O'Connor.
Em 1987, Prince criou um grupo de jazz-funk instrumental chamado Madhouse.
Fez as músicas que entraram pra trilha do filme Batman (de Tim Burton, 1989).
Fez 2 apresentações no Rock in Rio, em 1991.

Após brigas com a Warner Music e dizer que estava sendo escravizado pelas gravadoras, em 1993, ele decidiu denominar-se artisticamente como símbolo que mesclava as representações de masculino e feminino. Passou a se chamar O Artista Antes Conhecido Como Prince ou O Artista.
Só voltou a utilizar seu nome em 2000.

Dentre suas músicas de maior sucesso, além de Purple Rain, Little Red Corvette e 1999, têm When Doves Cry, Kiss, Nothing Compares 2 U, Batdance, Partyman, Cream, Gett Off, Thieves in The Temple, Musicology e a regravação de Betcha By Golly, Wow, popular na versão do The Stylistics.

Discografias: 
Carreira solo, Fase O Artista e Prince and The Revolution- For You (1978), Prince (1979), Dirty Mind (1980), Controversy (1981), 1999 (1982), Purple Rain (1984), Around the World in A Day (1985), Parade (1986), Sign O' the Times (1987), Lovesexy (1988), Batman (1989), Graffiti Bridge (1991), Come (1994), The Black Album (1994), The Gold Experience (1995), Chaos and Disorder (1996), Emancipation (1996), Crystal Ball/The Truth (1998), The Vault: Old Friends 4 Sale (1999), Rave Un2 the Joy Fantastic (1999), The Rainbow Children (2001), One Nite Alone (2002), Xpectation (2003), N.E.W.S. (2003), Musicology (2004), The Chocolate Invasion (2004), The Slaughterhouse (2004), 3121 (2006), Planet Earth (2007), Lotusflow3r/MPLSound (2009), 20Ten (2010) Plectrumelectrum (2014), Art Oficial Age (2014), HITnRUN Phase One (2015) e HITnRUN Phase Two (2015)

Madhouse- 8 (1987) e 16 (1987)

Prince and The New Power Generation- Diamonds and Pearls (1991), Love Symbol (1992), One Nite Alone... Live! (2002) e C-Note (2003)  

Filmografia e videografia: Purple Rain (1984), Under the Cherry Moon (1986), Sign O' the Times (1987) e Graffiti Bridge (1990) 

Faleceu dia 21 de abril, com 57 anos.
Paul Williams, o Billy Paul, começou sua carreia em 1959, nascido e criado na Filadélfia  (Pensylvania-EUA).
Mas ficou notório no início dos anos 1970.
2 de suas canções causaram polêmica: Am I Black Enough (1973), que era proibida em diversas emissoras e virou um fracasso comercial; e When Love is New (1975).
Fora isso, fez sucesso com Thanks for Saving My Life, Me and Mrs. Jones, July July July July, Your Song (cover de Elton John) e Only the Strong Survive.
O cantor já veio ao Brasil, tocando em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Chegou até a gravar um dueto (Amanhã) com Sandra de Sá, música esta que ouvi primeiro numa rádio AM.
Após lançar seu último disco em 1988, Billy Paul declarou aposentadoria, mas passou a tocar em turnês por vários países.
Faleceu em 24 de abril, aos 81 anos.

Discografia: Feelin' Good At the Cadillac Club (1968), Ebony Woman (1970), Going Fast (1971), 360 Degrees of Billy Paul (1972), War of The Gods (1973), Live in Europe (1974), Got My Head On Straight (1975), When Love is New (1975), Let 'Em In (1976), Only the Strong Survive (1977), First Class (1979), Best of Billy Paul (1980), Lately (1985) e Wide Open (1988)

Fontes: Wikipédia (Brasil e EUA)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Os Águias e Glenn

Eagles (com ou sem o "The") é uma banda californiana criada em 1971.
Seu maior hit é Hotel California, que já ouvia no rádio. Outras músicas até então conhecidas, por exemplo: How Long e Take It Easy.
Encerrou atividades em 1980 e só retornou em 1994.

Integrantes: Don Henley (vocal, bateria, percussão e guitarra), Joe Walsh (vocal, guitarra e teclados) e Timothy B. Schmit (vocal, baixo e guitarra acústica)

Ex-integrantes: Glenn Frey (vocal, guitarra, harmônica e bateria), Bernie Leadon (vocal, guitarra e banjo), Randy Meisner (vocal, baixo e guitarra) e Don Felder (vocal, guitarra e banjo)

Discografia: Eagles (1972), Desperado (1973), On the Border (1974), One of These Nights (1975), Hotel California (1976), The Long Run (1979) e Long Road Out of Heaven (2007)

Um de seus membros, Glenn Frey, fez carreira solo nos anos 1980 e teve 2 canções de maior sucesso (as que passavam mais no Brasil): The Heat is On, que tocou no filme Um Tira da Pesada e Belong to The City, que conheci pela coletânea Hit Parade 86 e que posteriormente tocava na Antena 1.

Ele faleceu em 18 de janeiro deste ano, aos 67 anos. E acreditem... antes da notícia de sua morte, eu nem sabia que tinha feito parte do Eagles! Até porque não é umas das minhas favoritas.

Discografia de Glenn Frey: No Fun Aloud (1982), The Allnighter (1984), Soul Searchin' (1988), Strange Weather (1992) e After Hours (2012)

Fontes: Wikipédia (Brasil e EUA)

domingo, 19 de julho de 2015

Mês Especial do Rock 24- Tripulação Cortante

Vinda do Reino Unido, Cutting Crew surgiu em 1985.
Entre seus maiores sucessos, estão I've Been in Love Before, que cheguei a gravar da Antena 1 (numa fita K-7)... e (I Just) Died in Your Arms Tonight:

Chegou a terminar suas atividades em 1996, mas voltou em 2005.

Integrantes: Nick Van Eede (vocal, guitarra rítmica e teclados), Gareth Moulton (guitarra), Joolz Dunkley (guitarra e teclados), Jono Harrison (teclados), Tom Arnold (bateria), Martyn Barker (bateria), Nick Kay (baixo), Mak Norman (baixo), Gary Barnacle (saxofone), Nik Carter (baixo), Jack Birchwood (baixo), Steven Fuller (baixo), TJ Davis (backing vocals) e Angela Brooks (backing vocals)

Ex-integrantes: Kevin MacMichael (guitarra), Colin Farley (baixo), Martin "Frosty" Beedle (bateria), Tony Moore (teclados), Sam Flynn (teclados) e Dominic Finley (baixo)

Discografia: Broadcast (1986), The Scattering (1989), Compus Mentus (1993) e Grinning Souls (2005)

Fontes: Wikipédia (Brasil e EUA)

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Eu Me Lembro Desta Compilação!


Lembram-se de quando falei de uma certa fita K-7 contendo várias músicas, inclusive, com uma específica?
Junto com aquela, tinha uma fita branca que se tratava de uma coletânea muito bacana, da qual nunca tinha ouvido falar. Talvez por ter sido lançada (conforme descobri, mais tarde) quando eu era muito novo. Achei até em vinil num sebo de Porto Alegre (da capa, acima).
Eis a seleção:
01. It's Raining Again- Supertramp
02. Sexual Healing- Marvin Gaye
03. I Cannot Believe It's True- Phil Collins
04. I Don't Wanna Dance- Eddy Grant
05. Steppin' Out- Joe Jackson (não é o pai escroto do Michael)
06. All Right- Christopher Cross
07. Billie Jean- Michael Jackson
08. Down Under- Men At Work
09. Der Kommissar- Falco
10. I.G.Y.- Donald Fagen
11. 1999- Prince
12. I Won't Let You Down- P.H.D. (esta, pensei que fosse do Simply Red!)

É evidente que, nas versões vinil e K-7, ficavam 6 músicas de cada lado. Dãããããããããã!
  
Gravadora: CBS (1983)

Também não sabia que era a 1º de uma coleção, conforme podem ver no blog Só Música:

terça-feira, 17 de junho de 2014

Coletâneas Mega Hits

Após escutar a música California Dreamin' numa estação AM... não foi por causa da chamada de uma novela recente que a utilizou ou pra vir falar do The Mamas and The Papas.
Ela me fez lembrar de uma coleção de discos que saíram na 2º metade dos anos 1980, contendo vários sucessos internacionais daquela época, vários deles sendo até mesmo trilhas de filmes e novelas. É claro que conheço muitas das músicas aqui listadas.
E me desculpem se algumas capas que achei não têm boa resolução. Foi difícil encontrar todas com qualidade e seria uma tremenda "odisseia de empoeirar as mãos", procurar e achar todos os discos, pra fotografá-los num sebo.
Soube que essa coleção teve 6 volumes lançados pela EMI-Odeon, com anúncios no SBT (que também os distribuiu).
Vou basicamente listar todas as faixas, sem dizer de qual álbum cada uma foi retirada. Começando pela da capa que inicia este artigo:

Mega Hits (1987)
01. A Matter of Feeling- Duran Duran
02. Don't Dream It's Over- Crowded House
03. Two People- Tina Turner
04. Someday- Glass Tiger
05. Missile F1-11- Sigue Sigue Sputnik
06. Is This Love- Whitesnake
07. C'est La Vie- Robbie Nevil
08. Alone- Heart
09. Have You Ever Loved Somebody- Freddie Jackson
10. Happy Xmas (War is Over)- John Lennon

Não me lembro de ter visto este 1º disco numa propaganda. Ao contrário do próximo:

Um exemplar deste aqui, pertenceu a dois tios (irmãos da minha mãe) e claro que não simultaneamente.
Mega Hits 2 (1988)
01. Suedehead- Morrissey 
02. Better Be Home Soon- Crowded House 
03. Unchain My Heart- Joe Cocker 
04. He Ain't Heavy, He's My Brother- The Hollies 
05. Reckless - Afrika Bambaataa & Family 
06. Iron Eagle (Never Say Die)- King Cobra 
07. Always On My Mind- Pet Shop Boys 
08. Love Changes (Everything)- Climie Fisher 
09. California Dreamin'- The Beach Boys
10. Gimme Hope Jo'Anna- Eddy Grant 
11.
Simply Irresistible- Robert Palmer 
12. Paradise is Here (Versão Ao Vivo)- Tina Turner


Já escutei a algumas faixas deste, que um primo tinha e também vi seu anúncio na TV. 
Mega Hits 3 (1989)
01. I Want It All- Queen
02. My Brave Face- Paul McCartney
03. The Best- Tina Turner
04. I Hear You Call- Bliss
05. Satisfied - Richard Marx
06. Mandela Day- Simple Minds
07. Too Late Marlene- Duran Duran
08. It's Alright- Pet Shop Boys
09. The Look- Roxette
10. Straight Up- Paula Abdul
11. You Got It- Roy Orbinson
12. Success- Sigue Sigue Sputnik

Os mesmos tios mencionados também tiveram uma cópia deste, que também vi na TV.
Mega Hits 4 (1990)
01. Nothing Compares 2 U- Sinéad O'Connor
02. It Must Have Been Love- Roxette
03. All I Wanna Do Is Make Love to You- Heart
04. Figure of Eight- Paul McCartney
05. U Can't Touch This- MC Hammer
06. Hiroshima- Sandra
07. Listen to Your Heart- Sonia
08. Violence of Summer (Lover's Taking Over)- Duran Duran
09. Let´s Dance- David Bowie
10. Heart Like A Wheel- The Human League
11. Children of The Night- Richard Marx
12. Still Got the Blues- Gary Moore

Já vi este em propagandas, mas nunca tive em mãos.
Mega Hits 5 (1991)
01. Unbelievable- EMF
02. Rush Rush- Paula Abdul
03. Fading Like a Flower- Roxette
04. I Love You- Vanilla Ice
05. I Touch Myself- Divinyls
06. My Special Child- Sinead O'Connor
07. How Can You Expect to Be Taken Seriously- Pet Shop Boys
08. The One and Only- Chesney Hawkes
09. It Ain't Over 'Til It's Over- Lenny Kravitz
10. Mea Culpa- Enigma
11. It´s a Sin- Maggie´s Dream
12. Love Song-  Bliss

Deste, não lembro direito. Devo ter visto numa chamada rápida. 
Mega Hits 6 (1996)
01. It Must Have Been Love- Roxette
02. Hold On My Heart- Genesis
03. The One I Love- R.E.M.
04. Wasting Love- Iron Maiden
05. Fight Like A Brave- Red Hot Chili Peppers
06. The Promise- When in Rome
07. Just Another Day- Jon Secada
08. Too Legit to Quit- MC Hammer
09. Hazard- Richard Marx
10. Don't Let The Sun Go Down On Me- Joe Cocker
11. You Won't See Me Crying- Wilson Philips


Quanto ao destino dos exemplares dos Mega Hits 2 e 4... eles ficaram com meu pai.

Fontes: De Volta aos Anos 80 (www.autobahn.com.br), www.casahouse.org, Google Imagens 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Redescobrindo uma Música

Foi em 1997 (se não me engano), que escutei pela 1° vez, uma fita com músicas gravadas por "não sei quem foi". A seleção contava com The Cure, Van Halen, Pink Floyd e New Order.
Aliás, uma faixa em particular me cativou: a última de um dos lados, que vinha após a "assombrosa" e totalmente instrumental Elegia. Justamente, do New Order, como descobri bem mais tarde e achei que fossem do mesmo disco.
Só que Elegia saiu em Low-Life (1985), enquanto a seguinte, cujo título é As It is When It Was foi lançada em Brotherhood (1986).

Após este relato, ouçam:

terça-feira, 22 de novembro de 2011

1986: A Geração New Wave, por JSouza

Realmente, muitas das bandas cultuadas hoje em dia eram desprezadas nos anos 80
Eu, apesar de ter curtido muito a New Wave, detestava grupos como Tears for Fears ou Talking Heads. Na verdade, eu e meu irmão tínhamos um pacto: quem gostasse de uma banda, o outro iria odiar.

Minha praia era o B-52’s, Prince, Duran Duran (na foto do alto) e Billy Idol. Aliás, Billy Idol foi meu passaporte para o Punk Rock. Mas os "Duranies" eram o meu xodó. Comecei a vender a discografia do Queen e comprar LPs do DD.

Nessa mesma época, estava rolando um lance importante: a fundação da Associação dos Quadrinhistas Gaúchos. Era um grupo bem heterogêneo: Lucas Andrade, eu, Ernani, Rodrigo Rosa, Oscar Kern (finado criador do fanzine Historieta), Paulo Carvalho, Léo Machado, Marcos Pinto (hoje, professor de desenho infantil) e outros que vieram depois.

Quando saímos do Rosário (em Porto Alegre, né não?) e fomos nos reunir na minha casa, Ernani começou a levar fitas K-7 do Manowar. Todos nós ficamos apavorados, mas acabamos gostando, pois era o som do Conan.

Sobre a New Wave: na Inglaterra ela foi uma resposta ao Punk, mas aqui não havia o Punk ainda. Acho que foi nesse mesmo ano que nós viajamos, de carro, para Sampa. No rádio, tocou uma música de uma banda nova: The Cure (abaixo).
Voltamos ao RS e vi um documentário sobre um bando de doidos jogando bola de sobretudo: The Cure.
Fui para a (Avenida) Osvaldo Aranha, apenas observar: vi os "darks" se beijando, cheirando pó. Vi amigos meus usando batom.

Voltei para casa e peguei meu LP "Why Work for Death?". Esse era o meu caminho: era o Hard-core.
Comecei a usar roupas pretas, cabelos em desalinho e um par de coturnos. Não tinha grana para comprar um jaco. Voltei ao (bairro porto alegrense) Bonfim e fiquei observando os punks, indo aos shows do Pupilas (Dilatadas).
Ainda não era meu tempo de entrar para a gangue. Precisava acabar a porra da faculdade...

Os detalhes entre parênteses, fotos e a edição do nostálgico artigo do Jerônimo, foram obra minha (ANDF). Hehehe!